quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Programa instala biblioteca em comunidade quilombola | Língua Portuguesa | Nova Escola

Pessoal!

Vejam a Arca das Letras no interior do Pará!
É o livro chegando a quem nunca teve acesso a ele!
Maravilha, não é mesmo?!
E eu fico toda orgulhosa de trabalhar nesse Programa!
Abraço para todos!

Programa instala biblioteca em comunidade quilombola Língua Portuguesa Nova Escola

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O prazo para entrega dos trabalhos está chegando ao fim...

Olá pessoal!

Aqui, na capital federal, o calor está intenso! Em todos os sentidos: chove mas continuamos suando a camisa, as eleições estão esquentando o clima e o treco está "pegando" com a greve do metrô!

E, para vocês aí de cima? Tudo bem? Espero que sim!

E a mensagem aqui é só para lembrar a tod@s: os trabalhos devem ser entregues até o dia 31 de outubro!

Eu já recebi alguns e quem ainda não enviou, vamos lá! A hora é essa!

Abraços e bom trabalho para tod@s!

Professora Tatiana

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Orientações para o Seminário

Olá pessoal!

Hoje concluímos mais um encontro presencial. E agora, vocês vão colocar em prática o que estudamos nesses três dias de formação.

Conforme combinamos, apresentamos aqui as orientações para o Seminário de Avaliação.

O seminário visa à socialização dos trabalhos que contemplem os temas e as práticas desenvolvidas durante o curso. Terá a seguinte organização:

• Dia 16/12- Socialização dos trabalhos entre professor formador e seus respectivos tutores e avaliação pelo professor formador;

• Dia 17/12 – Socialização dos trabalhos entre todos os formadores e tutores. A seleção dos que serão apresentados neste dia será feita pelo professor formador e sua turma.

9h-12h: Apresentações
12h-13h- Almoço
13h-16h: Apresentações
16h-17h: Encerramento

Orientações para Seminário

Professor tutor, selecione uma atividade aplicada na sala de aula por um(a) professor(a) cursista que foi orientada por você durante a formação. Esta atividade deverá ser apresentada em duas modalidades: oral e escrita.

I. Modalidade Oral

Para apresentá-la no dia 16 de dezembro, você pode preparar slides para o data show, banners ou cartazes em papel branco 40.

As informações a serem apresentadas devem seguir o roteiro abaixo, de modo a descrever todo o processo:

a. Contexto - o contexto em que ocorreu essa atividade (série ou ano dos alunos, município, perfil do professor da turma, o ambiente escolar (é um ambiente letrador?) e duração da atividade.

b. Competências e habilidades - quais as competências e habilidades que se espera desenvolver com essa atividade.

c. Desenvolvimento da atividade - como foi aplicada a atividade, passo a passo.

d. Avaliação: análise e reflexão sobre a atividade

    i. Avaliação do professor cursista – os objetivos planejados foram alcançados? Quais foram os pontos positivos e os que precisam ser aperfeiçoados de acordo com a visão do professor cursista.

    ii. Avaliação do Professor tutor – na sua opinião, os objetivos planejados pelo cursista foram alcançados? Quais foram os pontos positivos e os que precisam ser aperfeiçoados de acordo sua análise.

e. Sugestões do professor tutor para o professor cursista:

   i. A partir da sua avaliação, o que você planejaria ou modificaria para melhorar a atividade?

   ii. Cite outras atividades que foram estudadas por você que estão relacionadas com a atividade proposta pelo cursista.


II. Modalidade Escrita (Letramento Situado)

O registro da atividade deve ser entregue ao seu professor formador, no dia 16 de dezembro, em forma de Relatório. O texto deve conter todas as informações acima, mas de modo discursivo, não em tópicos.


Atividades Pendentes

A entrega de trabalhos do tutor ao professor formador deverá atender as condições descritas a seguir:

• Todas as atividades relativas aos encontros anteriores deverão ser enviadas ao professor formador até o dia 30 de outubro, impreterivelmente.

• Os trabalhos referentes ao fascículo 07 deverão ser entregues no seminário de avaliação. Nenhuma atividade será recebida após esta data.


Abraço grande,


Professoras Luzineth, Tatiana, Vanessa e Rosário.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Era uma vez...

SPECIAL

Era uma vez...

Bons leitores literários estão atentos a novas e velhas histórias, conhecem gêneros e autores variados. Por isso, organizamos esta página especial, com mais de 100 contos, crônicas, poesias, lendas e fábulas ricamente ilustradas e publicadas em NOVA ESCOLA. Para ler sozinho, em família ou com seus alunos, em qualquer faixa etária. Boa leitura!

Metaplasmo

                                                                                         Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Metaplasmo, também designado por metaplasma por alguns autores, é o nome que se dá às alterações fonéticas que ocorrem em determinadas palavras ao longo da evolução de uma língua, o que ajuda a compreender a etimologia de muitas dessas palavras. O metaplasmo pode ocorrer pela adição, supressão ou modificação dos sons.

1- Adição de sons:

  • Prótese = acréscimo de fonema no início da palavra. Exemplo: latim vulgar stella, scutu > português "estrela", "escudo".
  • Epêntese = acréscimo de fonema no interior da palavra. Exemplo: latim vulgar stella, registu > português "estrela", "registro". No português brasileiro contemporâneo, ocorre uma particularização da epêntese, chamada anaptixe, que consiste em se desfazer um encontro consonantal pela intercalação de vogal: pneu, advogado > p(i)neu, ad(i)vogado ou adevogado.
  • Paragoge = acréscimo de fonema no final da palavra. Exemplo: latim ante > português "antes". Também ocorre nos casos de adaptação de estrangeirismos limitados posteriormente por consoante, como francês chic > português "chique", inglês lunch > português "lanche".

2-Supressão de sons

  • Aférese - supressão de fonema no início da palavra - Exemplo: latim vulgar acume > português "gume". Observe-se que a aférese só foi possível depois de outro metaplasmo, a sonorização, ter alterado o /k/ interno a /g/.
  • Síncope - supressão de fonema no meio da palavra - Exemplo: latim vulgar malu, opera > português "mau", "obra".
  • Apócope - supressão de fonema no fim da palavra - Exemplo: latim mare > português "mar".
  • Crase - fusão de duas vogais, desde que interna à palavra - Exemplo: português arcaico pee > português moderno "pé"
  • Haplologia - entre duas sílabas de mesma estrutura e contíguas, consiste na supressão da menos saliente - Exemplo: português medieval "bondadoso" > português moderno "bondoso". No português brasileiro contemporâneo falado, há vários dialetos em que se observam haplologias em palavras fonológicas: dente de leite > /dendjileitS/, perto de casa > /perdjikaza/.
  • Elisão (sinalefa) - fusão de vogais que limitam palavras adjacentes, tornando-as em um conjunto fonológico; verifica-se, por vezes, a atuação de metaplasmos secundários, como o deslocamento da sílaba tônica (q.v. 'Metaplasmos por transposição'). Exemplo: latim de ex de > português desde; português brasileiro contemporâneo falado '... o tempo inteiro... ' > "... o tempintero..."

 

3- Modificação de sons

a) Por transposição

Neste caso, a modificação é observada depois que um elemento fonético (segmental ou supra-segmental, como é o caso da posição tônica) é deslocado do lugar que ocupa originalmente na palavra.
  • Metátese - deslocamento interno à sílaba. Exemplo: latim pro > português "por". , semprer > "sempre", inter > "entre"
  • Hipértese - transposição de um fonema de uma sílaba para outra. Exemplo: latim capio > português "caibo", primariu > primairo > "primeiro", fenestra > feestra > "fresta".
  • Hiperbibasmo - em grego, relacionado ao verbo hyperbibázo, que compreende o deslocamento de fonema ou de acento; nas línguas modernas, abrange apenas a transposição de elementos supra-segmentais, dividindo-se, portanto, em sístole e diástole:
    • Diástole - avanço do acento tônico. Exemplos: límite > "limite", pônere > "ponere", tênebra > "tenebra".
    • Sístole - recuo do acento tônico. Exemplo: latim pantânu, eramus (paroxítonas) > português "pântano", "éramos", idólu > "ídolo".

b)Por transformação/ permuta

  • Apofonia: Mudança de timbre duma vogal por influência de outra (I,U)
  • Assimilação: 2 consoantes diferentes viram 2 iguais, por exemplo: rs - persona > "pessoa", st - nostro > "nosso", rs - persicu > "pêssego".
  • Dissimilação :  Diversificação ou queda de um fonema por já existir fonema igual ou semelhante na palavrae. Exs: calmellu> caramelo, aratru>arado, lobellu>globellu>novelo.
  • Consonantização: Transformação em uma consoante de uma (semi)vogal: iam > "já", Iesus > "Jesus", uita > "vida", iactum > "jeito"
  • Vocalização: nocte > "noite", regnu > "reino", multu > "muito"
  • Nasalização: passagem de um fonema oral a nasal: nec > "nem", bonu > "bom"
  • Desnasalização: luna > "lua", bona > boã > "boa", ponere > põer > poer > "pôr".
  • Monotongação: Transformação de um ditongo numa vogal simples
  • Ditongação: anu, ane, unt, adunt, anctu e one passam para ão.
  • Metafonia: Mudança de timbre duma vogal tónica por influência de outra
  • Palatização: tegula > "telha", folia > "folha", hodie > "hoje", pluvia > "chuva".
  • Sonorização: passa de surda para sonora. t > d, k > g, f > v, s > z, p > b. Exemplos: lupu > "lobo", matiru > "marido", populu > "povo".
  • Desvozeamento

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaplasmo" em 10 de agosto de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Professores ensinam a ver!

A COMPLICADA ARTE DE VER

Rubens Alves

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales" , de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos". ..

O texto acima foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um excelente texto sobre cultura, de Affonso Romano

A IGNORÂNCIA É CARA


(Postado por Affonso Romano, em 12/07/2010, às 11:04 h)

Três noticias no jornal me falam da mesma coisa de forma diferente.

A primeira, quase como se fosse uma revelação ou escândalo, informa que um colégio de subúrbio no Rio, lá na Penha, foi o melhor classificado entre todas as escola do estado. O detalhe é que não tem nada daquilo que caracteriza os grandes estabelecimentos de ensino. Ou seja, não tem prédios modernos, não tem quadra de esporte, nem mesmo um auditório. E, no entanto, a Escola Municipal João de Deus obteve a maior nota no IDEB (Indice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Como explicar isto?

Simples. simplíssimo: a chave é a LEITURA. Diz a diretora Luciana Landrino: "Temos projeto de desenvolvimento pela leitura, desde a pré-escola até o quinto ano. Uma vez por semana, os alunos são obrigados a pegar dois livros de literatura para ler em casa". Outra invenção do colégio é a ênfase na redação: criaram o "Correio escolar". Os alunos devem escrever toda semana uma carta para um colega de classe e os textos são lidos em voz alta.

A segunda notícia veio na página de ciência de um jornal e informa que "O Brasil forma mais doutores em humanas" e que as ciências exatas e da Terra caíram para o segundo e sexto lugar entre as que mais geraram PhDs entre 1996 e 2008". A matéria começa por dizer que "o doutorando brasileiro está cada vez mais interessado em Machado de Assis e menos em relatividade". Li isto com interesse e quase espanto, logo eu que sendo leitor de Machado, cada vez me interesso mais pela relatividade.

Pois bem. A reportagem continua, mas exibe um mal entendido, quase um lamento pelo fato de as ciências humanas terem crescido mais que as exatas. Diz uma autoridade do CNPq que o país precisa de pessoas para o programa espacial, o programa antártico, a política nuclear, as questões que envolvem o clima, agricultura e pré-sal.

Concordo. Mas onde o mal entendido?

Uma coisa não elimina a outra. Está provado nas sociedades mais desenvolvidas que a formação em "humanas" e "sociais" aperfeiçoa a formação nas "exatas". Meu amigo Cláudio Moura Castro, que hoje está em Belo Horizonte e passou uns 30 anos no exterior lidando com a educação, tem dados irretorquíveis de que os engenheiros, economistas, biólogos, etc. melhoram muito quando têm uma formação humanista.

E aí entra a terceira noticia desta semana, que vem a favor de minha tese. Informa o correspondente Rodrigo Pinto, lá de Londres, que no Reino Unido ficou provado nos últimos 12 anos que a indústria cultural foi a que mais gerou empregos. O governo inglês chegou à conclusão de algo que estou repetindo há milhares de anos: de que a cultura é um setor "estratégico", que não tem nada a ver com o "supérfluo". Fizeram as contas e viram que o teatro, a música e outras áreas da cultura, além do que devem produzir, geram dinheiro e emprego.

Por isto, quando as pessoas ficam discutindo o pré-sal vendo nele o futuro do Brasil, eu costumo botar a questão de cabeça prá baixo e dizer: o verdadeiro pré-sal é a cultura.

Machado de Assis não é incompatível com a lei da relatividade.

O crescimento de doutores nas áreas de humanas e sociais deve ser visto como um progresso.

Até as crianças da escola João de Deus na Penha sabem disto.

De resto,é como já li em alguma parte: se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância.

Meus caros: a ignorância, esta sim, é caríssima.


(*) Estado de Minas/Correio Braziliense - 10.07.2010